Internet das coisas, o presente e o futuro

Tendências Jun 17, 2020 4 min

Quando falamos de um smart dispositivo ou de dispositivos inteligentes, estamos falando de internet das coisas ou internet of things (IoT).

Smartphones, smart TV’s e até smart geladeiras. O que isso realmente significa?

No ano de 2019, uma adolescente do Kentucky, ao ver seu smartphone confiscado pela mãe, foi capaz de permanecer fazendo posts no Twitter usando a geladeira inteligente de sua casa. Este caso, no mínimo cômico, levanta questões como: por que é que a geladeira permitia acesso a redes sociais? Ou: por que precisamos que uma geladeira ou qualquer outro eletrodoméstico seja inteligente? Na verdade, como um dispositivo deve ser para ser considerado inteligente?

O que é internet das coisas?

A internet das coisas é um ecossistema de dispositivos conectados à internet. Estes dispositivos coletam grande quantidade de dados, que podem ser permutados e analisados. Muitos dispositivos familiares, como geladeiras, carros, relógios e televisões podem ser inteligentes, embora sistemas inteiros de maquinários industriais e outros dispositivos de aplicação empresarial também possam ser inteligentes - isto é, conectados a internet.

Embora estejamos já familiarizados com alguns dispositivos smart, como celulares (smatphones), geladeiras e televisões, a lista de dispositivos que podem ser inteligentes e suas utilidades parece infinita. A seguir, alguns exemplos:

  • lâmpadas que informam sobre o clima fora de casa;
  • fechaduras inteligentes que podem ser abertas por um aplicativo no smartphone;
  • fraldas inteligentes que avisam quando devem ser trocadas;
  • travesseiros que fazem seu parceiro parar de roncar;
  • um ferro de passar inteligente de US$1.400,00.
Dispositivos domésticos inteligentes
Muitos dispositivos domésticos podem ser inteligentes, como geladeiras, fechaduras e lâmpadas.

Vantagens e desvantagens

A internet das coisas torna as tarefas mais fáceis: poupa-se tempo deixando de conferir algo pessoalmente e deixando que os sensores dos dispositivos inteligente confiram e informem. Uma geladeira inteligente pode informar que itens ainda restam dentro dela, sem que seja necessária uma conferência visual: imagine-se no supermercado fazendo compras e perguntando-se se ainda há manteiga. Geladeiras inteligentes ajudariam.

As aplicações da internet das coisas também podem ser usadas por empresas. Nesse caso, a internet das coisas pode ajudar os negócios a prever necessidade de manutenção, detectar e solucionar problemas remotamente, monitorar a eficiência de processos produtivos, entre muitos outros usos.

Segurança de dados
Dados coletados pelos dispositivos inteligentes podem ser uma ameaça à privacidade de indivíduos e empresas.

No entanto, como sabemos, o uso da incrível internet também traz riscos: os dados coletados pelos dispositivos inteligentes podem ser uma ameaça à privacidade de indivíduos e empresas, além de possibilidade de serem usados de forma criminosa. A invasão de dispositivos inteligentes pode ter consequências graves no mundo real, visto que a internet da coisas é um estreitamento radical entre real e virtual. Basta imaginar um carro inteligente - daqueles que dispensam motorista - causando uma acidente devido a qualquer invasão nos sistemas.

A relevância da internet das coisas

Definitivamente, a internet das coisas é uma tendência sólida. O termo foi cunhado em 1999, por Kevin Ashton, um dos pioneiros na tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID), que no século passado, foi o mais próximo que se chegou da internet das coisas. Depois, com a internet banda larga e redes sem fio, finalmente podemos observar a ideia da internet das coisas sendo aplicada tanto para usos pessoais quanto empresariais.

Em 2017, já havia cerca 8,4 bilhões de dispositivos inteligentes em uso no mundo, com estimativa de que este número atingisse 20,4 bilhões neste ano de 2020, e em 2030, 125 bilhões de dispositivos conectados. Os gastos com a internet das coisas atingiram US$ 2 trilhões em 2017 e continuam crescendo ano após ano. Os setores de manufatura, transportes e serviços de utilidade pública, juntos, gastaram cerca de 347 bilhões com internet das coisas em 2018. Números crescentes que têm demonstrado a força dessa tendência, que na verdade, parece que veio para ficar.

Aplicações para o mercado imobiliário

A internet das coisas tem infinitas aplicações no mercado imobiliário: seja em casa ou apartamentos inteligentes, prédios corporativos ou em toda a gama de serviços de hospitalidade. A conectividade permite a gestão da energia, água e gás, reduzindo os custos: coisas como esquecer a luz ou o ar condicionado ligados podem deixar de existir, usando a internet das coisas. As economias são financeiras e ecológicas.

Internet das coisas e mercado imobiliário
A internet das coisas permite a gestão da energia, água e gás, reduzindo os custos financeiros e ecológicos.

Outras aplicações potencialmente relacionadas ao setor imobiliário são a internet das coisas para cidades e casas inteligentes; estima-se que 36% das pessoas estão interessadas em soluções inteligentes para suas casas, demonstrando espaço para disseminação das aplicações da internet das coisas na vida cotidiana das casas ao redor do mundo. De fato, a quantidade de dispositivos inteligentes disponibilizados para uma casa inteligente cresce dia após dia, o que inclui assistentes virtuais, como as da Apple, Amazon e Google.

Mais do que uma tendência

As facilitações que a internet das coisas traz podem parecer uso de muita tecnologia  para resolução de problemas insignificantes, que às vezes, nem chegam a ser problemas, apenas desconfortos momentâneos. Mas a vida continua cada vez mais corrida. Dessa forma, o que pode ser automatizado ou gerenciado remotamente com a internet das coisas acaba por ser um grande ganho de produtividade, permitindo às pessoas se preocuparem com o que realmente importa.

Além disso, esses ganhos de produtividade e o monitoramento que permite às empresas adiantarem-se frente aos problemas pode representar bilhões de dólares economizados e a permanência dessas empresas no mercado. No fim das contas, a internet das coisas é um caminho sem volta, pois gera benefícios sem os quais não será possível continuar competindo. Assim como ocorreu com os carros ou os smartphones, que outrora foram itens cuja posse era uma opção, e hoje tornaram-se uma necessidade, a internet das coisas tende a ser mais do que uma opção, mas uma necessidade para o presente e o futuro.



Marília Ferreira

Eterna aprendiz de tudo, buscando absorver e disseminar o conhecimento sobre inovação no mercado imobiliário.