Coworking: por que entender este conceito?

Tendências Jan 28, 2020 3 min

Se você já trabalha ou acompanha o mercado imobiliário, já deve saber o que é coworking. Mas se você apenas ouviu falar de coworking ou esse é um conceito absolutamente vago na sua mente, essa é sua hora de entender a fundo o que é isso.

O que é coworking?

Coworking ou espaços de coworking são escritórios compartilhados, como o nome sugere. Mas não são só isso. Quando pensamos em escritórios compartilhados, podemos pensar naquelas grandes salas em que cada posto de trabalho é isolado do outro por pequenas barreiras. De fato, as pessoas estão compartilhando um espaço enquanto trabalham.

Um coworking não tem tantas barreiras físicas que separem quem está trabalhando.
Um coworking não tem tantas barreiras físicas que separem quem está trabalhando. Photo by Damir Kopezhanov

Mas se você já esteve em espaços de coworking ou viu fotos, viu que não é disso que se trata. O espaço de coworking permite que vários profissionais, empreendedores, empresas e freelancers utilizem este espaço não só para trabalhar, mas para trocar experiências, aprendizados e fazer contatos. Essa rica troca só é possível se o ambiente não tiver barreiras físicas e, é claro, ser visualmente estimulante.

Grandes mesas compartilhadas são uma marca da maioria dos espaços de coworking.
Grandes mesas compartilhadas são uma marca da maioria dos espaços de coworking. Photo by CoWomen

Não há limite para a diversidade da origem dos profissionais, provenientes de diversos setores do mercado ou trabalhando por conta própria.

Os espaços de coworking podem ter também salas de reunião, cozinha, cafeteria, espaços de convivência, espaço para eventos e outras comodidades. Muitos desses espaços, por serem gerenciados por grandes empresas (que nem sempre são empresas de gestão de coworkings), também tornam-se centros de tecnologia e de formação de empresas. Isso é possível devido à capacitação constante oferecida pela administração desses espaços, como palestras, workshops e treinamentos, a que todos os usuários do espaço têm acesso.

Algumas grandes empresas também resolveram replicar o modelo, criando espaços de coworking, que podem ser usados tanto por funcionários da empresa em questão, quanto por startups convidadas, a fim de estimularem a inovação. É o caso dos caso dos coworkings do Google e do Itaú.

Qual é a graça disso?

Os benefícios do uso de em espaço de coworking incluem:

Flexibilidade: A flexibilidade do uso de um coworking incluem a possibilidade de contratação por diárias ou mensalidades e o uso do espaço apenas quando for necessário ou conveniente - por exemplo, fora do horário comercial.

Baixo custo: Com toda a certeza, é mais barato para uma pequena empresa alugar uma mesa ou algumas mesas em um coworking do que alugar um escritório inteiro. Os custos do espaço de coworking são diluídos entre os usuários, o que torna o aluguel do espaço por empreendedores, freelancers e pequenas empresas muito mais barato.

Troca de experiências e networking: Trabalhar em um espaço de coworking permite escapar do isolamento de trabalhar em casa ou em de um espaço mais tradicional de trabalho. Além disso, a convivência com profissionais de diferentes áreas permite que os usuários desfrutem de um ambiente de inovação e mudança.

Os espaços de coworking permitem a troca de conhecimentos, aumentando a inovação e a produtividade.
Os espaços de coworking permitem a troca de conhecimentos, aumentando a inovação e a produtividade. Photo by CoWomen

Por que devemos nos importar com a existência de coworkings?

No mundo, temos 35.000 coworkings (dados de 2019), sendo 1.194 deles no Brasil em 2018, um aumento de 48%, movimento 127 milhões de reais no Brasil só em 2018. Estima-se que até 2022, o número de coworkings crescerá a uma taxa de 13% ao ano. Este é um mercado que tem movimentado 26 bilhões de dólares.

Estes dados são evidências claras de que o coworking tem sido uma tendência até aqui e continuará sendo uma tendência para os próximos anos, com chances de se tornar o novo modo de trabalhar. Esta tendência condiz com o crescimento de outros mercados que supõem o compartilhamento, como por exemplo o coliving e as versões compartilhadas para as caronas em aplicativos.

Marília Ferreira

Eterna aprendiz de tudo, buscando absorver e disseminar o conhecimento sobre inovação no mercado imobiliário.